• Estefânia Barsante

Como produzir sem ter sua vida consumida.



Nem tudo o que você produz precisa estar ligado ao retorno financeiro. Conheça outros tipos de retorno que você pode ter ao dedicar seu tempo a alguma coisa.

Imagine uma balança de 13 pratos. Em cada um desses pratos nós temos uma fatia da nossa vida.

Espiritualidade, círculos sociais, estudo, carreira/empreendedorismo, hábitos e hobbies, objetivos, saúde física, saúde mental, finanças, arte e cultura, família identidade e realização, contribuição social.


A pergunta que fazemos durante a nossa vida adulta é: como equilibrar todos esses pratos ao mesmo tempo?

A resposta provavelmente você já sabe e sente todo dia na pele: não dá. Porque a vida não é uma fórmula matemática, ela é uma sobreposição de acontecimentos, sentimentos, emoções e contratempos. Nós vivemos em camadas e essas camadas estão totalmente interligadas.

Por exemplo: o trabalho é conectado com a área das finanças, das amizades, da felicidade, do desenvolvimento intelectual e por aí vai. Quando focamos no trabalho, outros pratos vão se alinhando, vão subindo e descendo, como grandes engrenagens de uma fábrica. E é assim mesmo. Idealmente, vamos ter momentos mais focados no trabalho, outros na família, ou no estudo e isso faz parte do movimento da vida.


Qual o problema disso? É que na maioria das vezes, o nosso foco está muito mais no trabalho, em detrimento de todo o resto. Esquecemos que a vida não é só trabalhar, só correr atrás do retorno financeiro. Esquecemos que a felicidade, na grande maioria das vezes, vem do tempo e da atenção dedicada a outros pratinhos.

Claro que isso acontece porque na sociedade em que vivemos, as moedas mais valiosas ainda são o tempo e o dinheiro.

Mas aí eu te pergunto: no seu próprio mercado econômico, quais são as moedas mais valiosas pra você? Quais são as atividades que mais te nutrem e fazem sua barrinha da vida ficar no verde?

Provavelmente, eu arrisco dizer, são as que você está deixando de lado no momento. Aquelas que você negligencia pra focar naquilo que mais traz retorno financeiro imediato. Mesmo sabendo que essa é a receita mais perigosa do século, insistimos em apostar: queremos o maior resultado na menor quantidade de tempo.

Como a Thaís Farage disse uma vez, desejamos o milagre e não o progresso. Gastando toda a nossa energia indo atrás do inalcançável. Ficamos esgotados, correndo atrás do nosso próprio rabo.

Pensando sobre isso, estudando e falando com as minhas clientes de coaching de expatriadas, o que eu mais vejo são mulheres que ao reconstruírem a sua vida em outro país desejam NÃO cair na mesma rotina que tinham antes. Querem uma vida mais equilibrada, mais leve, mais focada no que realmente traz sentido pra elas.

E pra chegar nesse lugar, eu sempre digo: o primeiro passo é entender e saber quais são os outros retornos que vamos ter ao focarmos a nossa energia em algo que não tem o financeiro como principal fator. Você sabe?

Para mim, esses retornos já são bem claros, quando eu cuido da minha saúde por exemplo, eu estou alongando o meu tempo com o meu marido, com os meus amigos e familiares e comigo mesma.

Quando eu estudo, eu estou facilitando o meu trabalho e ganhando mais tempo para fazer outras atividades. Já quando cuido da saúde mental, eu estou me conhecendo, poupando meu corpo de situações de estresse e conhecendo quais escolhas me fazem realmente bem e feliz.


Quem pede retorno financeiro não é seu corpo, nem sua alma. Quem pede retorno financeiro é a sociedade que você vive. Então, a partir de agora, se pergunte: você quer nutrir a sua própria balança ou a balança da sociedade? Qual das suas vai te trazer mais benefícios? É só retorno financeiro que o seu corpo precisa?


Quinzenalmente, eu envio minha carta digital, onde compartilho reflexões e bastidores sobre morar no exterior, carreira e vida com equilíbrio. Inscreva-se: https://bit.ly/estefania-newsletter


** Photo by Jon Flobrant on Unsplash


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