• Estefânia Barsante

Um dos aprendizados que tive como Trainee no Itaú



Lá em 2011, eu estava recém-formada e meu primeiro emprego foi como trainee de RH no Itaú. Lembro que o frio na barriga para o primeiro dia era imenso, uma Estefânia-bebê. Eu tinha acabado de me mudar pra São Paulo. Estava conhecendo pessoas, iria fazer parte de um time gigante e novos desafios viriam pela frente.


Já tinha feito estágios, trabalhado em outras empresas menores e feito 3 intercâmbios. Mas não se engane, a sensação de borboletas no estômago nunca acaba, ela sempre reaparece quando nos sentimos desafiadas. E era isso o que eu sentia: que o Itaú seria um lugar desafiador e de muito aprendizado (e foi mesmo!).


Guardo um carinho muito grande por tudo o que aprendi durante o período que trabalhei lá. E recentemente, em um dos meus atendimentos, percebi que sempre compartilho com as minhas clientes do coaching de carreira, um aprendizado muito importante que tive naquela época: um ambiente de cooperação transforma o seu trabalho em evolução e não em competição.


Eu já tinha trabalhado em conjunto com outras pessoas quando cheguei no Itaú, mas não daquele jeito. E foi me abrindo para as relações com outros colaboradores - como a minha par, Marta - que percebi a importância de trabalhar com profissionais apaixonados pelo que fazem e dispostos a te dar a mão, ensinar, dividir e semear.


Eu sempre fui uma pessoa que gosta de aprender, que se interessa, que vai atrás e tenta descobrir como algo funciona, mesmo que sozinha. Desenvolvi esse traço autodidata durante a vida porque sempre fui muito curiosa, e assim, sinto que estou evoluindo e crescendo.


Mas trabalhando no Itaú, e dividindo o espaço com pessoas especiais, percebi que o nosso aprendizado é muito maior quando dividimos. E que eles não precisam, necessariamente, estar em livros, cursos ou formações.


Nós não temos como aprender tudo sozinhos.

Nós não temos tempo e nem cérebro pra armazenar e testar tudo.

Por isso, é muito importante a cooperação. A troca.

Por isso, é muito importante dar a mão. E ouvir.


A minha par era mais Sênior que eu, e mesmo que eu me debruçasse sobre livros, eu não iria aprender muitas coisas que ela me passou. Eram ensinamentos da prática. Ela já tinha experimentado e testado coisas que eu só iria aprender e viver mais pra frente. Se eu não tivesse aberto meu ouvidos - e coração - pra crescer com os aprendizados dela, eu iria quebrar muito a cara e demorar mais pra evoluir, e consequentemente, demoraria mais pra chegar onde eu estou hoje.


Então algo que eu sempre digo para as minhas clientes é: se permita aprender com a evolução - e as tentativas - do outro. Quando tiver a oportunidade de trocar, escutar ou compartilhar com alguém, se abra pra isso. Isso pode te poupar anos de trabalho e estudo. E você ainda irá desenvolver relações incríveis através dessas vivências.


O que não dá é pra gente minar nossas experiências por conta da competição. Por desejar ser a melhor.


Nós somos melhores quando escutamos.

Nós somos melhores quando observamos.

Nós somos melhores quando aprendemos que quem está ao nosso lado, pode nos ensinar muito. Das pequenas às grandes coisas.



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Photo by Christin Hume on Unsplash


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